O PODER DO SOM E DO SILÊNCIO…


O PODER DO SOM E DO SILÊNCIO…

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Uma situação comum para profissionais da música é deparar-se com questionamentos internos em relação a seu papel artístico e, sua relação como prestadores de serviços, cuja função no Planeta é similar à de qualquer outro mortal, seja um médico, um motorista, ou um padeiro.Dentro deste mundo de aparências, em que a cobrança por realização pessoal implica num jogo de poder, o qual atinge a música em seu coração, a arte e os ouvintes são os maiores prejudicados.

Creio que um questionamento das razões que nos levam a tocar e a lembrança do nosso primeiro contato com as cordas de uma guitarra, a magia e a inspiração deste aparente desajeito que passamos, nos remete a como desprezamos as brincadeiras e sonhos de infância em relação à nossa perspectiva de vida adulta.

A ânsia por querer transformar a arte em ofício e ganha pão, em pouquíssimo tempo, é espelho desta época em que falsos gurus prometem tornar um recém formado em nova sensação do mercado financeiro ou empresarial.

“Não Apresse o Rio” é o título de um livro muito bacana da terapeuta Barry Stevens, no qual um mix de zen budismo e Gestault mostram a importância de regar a planta e saber lidar com os ventos, sejam à qual direção soprarem.

Vivemos uma época interessantíssima; como diz meu grande amigo Joe Moghrabi é uma nova revolução e estamos na crista dela.

Deixem que a música flua nos seus canais internos da maneira mais sagrada possível, pois, segundo os indianos, toda vez que tocamos, ou cantamos, estamos agindo de maneira similar ao Criador.

Os frutos que colheremos, a partir dessa postura, irão transcender às questões materiais que nos aprisionam ao nosso ego…

M.O. 23/2/06

 

 

 

 


 

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