O minimalismo e a palhetada alternada. Publicado em:
11/12/2008
Por: M.O.

A música minimalista sempre me fascinou  desde que vi pela primeira vêz ,o filme Koyaanisqatsi, construído sobre a trilha sonora  do compositor Philip Glass.

O termo Koyaanisqatsi, quer dizer na língua dos índio norte americanos Hopi, vida fora de equilíbrio;  esta obra cinematográfica retratava o contraste entre o caos de nossa vida urbana em relação à natureza, onde  as imagens de ambas situações  se fundiam na  bela música  de Glass.

Uma das principais características da obra de Glass reside conceitualmente em criar camadas e deslocamentos de vozes orquestrais, vindas de simples motivos melódicos repetitivos, o que  partia dos conceitos filosóficos vindos  do oriente, como o Zen budismo, cuja premissa é crer que as grandes verdades da vida se encontram nas coisas simples....

Mesmo dentro do universo diatônico, o deslocamento das vozes cria belos efeitos modais; nos motivos cíclicos, encontramos belas camadas harmônicas.

Este estudo,”Cry” é um trecho de uma composição orquestral que escrevi em homenagem ao Jason Becker, aqui, isolado serve como um treino de palhetada alternada, sempre mudando a direção da mesma(para baixo e para cima), além de acentuar a primeira nota do grupo de tercinas(três notas por beat).

Alguns dos shapes destes arpejos, lembram os usados por Paul Gilbert e Nuno Bettencourt.

Outros guitarristas que incorporam elementos minimalistas em sua obra: Robert Fripp, Adrian Belew, Steve Stevens, Jason Becker e  Marty Friedman.

Koyaanisqatsi e as profecias Hopi.....

1. Se escavarmos coisas preciosas da terra, estaremos atraindo o desastre

2. Perto do dia da purificação, haverá teias de aranha de um lado a outro do céu

3. Um recipiente de cinzas poderá um dia cair do céu, queimar a terra e agitar os oceanos.

Clique aqui para visualizar a partitura.


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