A música minimalista sempre me fascinou desde que vi pela primeira vêz ,o filme Koyaanisqatsi, construído sobre a trilha sonora do compositor Philip Glass.
O termo Koyaanisqatsi, quer dizer na língua dos índio norte americanos Hopi, vida fora de equilíbrio; esta obra cinematográfica retratava o contraste entre o caos de nossa vida urbana em relação à natureza, onde as imagens de ambas situações se fundiam na bela música de Glass.
Uma das principais características da obra de Glass reside conceitualmente em criar camadas e deslocamentos de vozes orquestrais, vindas de simples motivos melódicos repetitivos, o que partia dos conceitos filosóficos vindos do oriente, como o Zen budismo, cuja premissa é crer que as grandes verdades da vida se encontram nas coisas simples....
Mesmo dentro do universo diatônico, o deslocamento das vozes cria belos efeitos modais; nos motivos cíclicos, encontramos belas camadas harmônicas.
Este estudo,”Cry” é um trecho de uma composição orquestral que escrevi em homenagem ao Jason Becker, aqui, isolado serve como um treino de palhetada alternada, sempre mudando a direção da mesma(para baixo e para cima), além de acentuar a primeira nota do grupo de tercinas(três notas por beat).
Alguns dos shapes destes arpejos, lembram os usados por Paul Gilbert e Nuno Bettencourt.
Outros guitarristas que incorporam elementos minimalistas em sua obra: Robert Fripp, Adrian Belew, Steve Stevens, Jason Becker e Marty Friedman.
Koyaanisqatsi e as profecias Hopi.....
1. Se escavarmos coisas preciosas da terra, estaremos atraindo o desastre
2. Perto do dia da purificação, haverá teias de aranha de um lado a outro do céu
3. Um recipiente de cinzas poderá um dia cair do céu, queimar a terra e agitar os oceanos.
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